MPF vê ‘risco concreto’ da mulher de Cunha colocar bagagem na garupeira, fazer carreira e disparar para fora do país

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A jornalista Cláudia Cruz, mulher do deputado afastado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), provavelmente não terá de volta seu passaporte, entregue por ela durante as investigações da Lava Jato.

Ré no âmbito da operação, ela havia pedido, por meio de seus advogados, para que o documento fosse devolvido pelas autoridades alegando “desnecessidade de manutenção da medida”.

Nesta segunda-feira 15, porém, o Ministério Público se manifestou de forma contrária. Para o órgão, o juiz Sérgio Moro, que cuida dos processos da Lava Jato em primeira instância, e portanto do caso de Cláudia Cruz, não deve devolver o passaporte por existir “real possibilidade” de que ela e outros familiares ainda tenham contas no exterior.

O MP também acredita que há o “risco concreto de eventual fuga e utilização de ativos secretos ainda não bloqueados” por parte da mulher de Cunha. Agora cabe à Justiça decidir sobre a devolução ou não do documento.

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