Na reta final da campanha, Marília Arraes continua recebendo novas adesões

Nesta última semana da campanha, com as pesquisas confirmando apenas o nome da candidata da coligação Pernambuco na Veia, Marília Arraes, em um eventual segundo turno na disputa pelo Governo do Estado, enquanto os demais concorrentes permanecem embolados, o favoritismo de Marília continua atraindo novos apoios, provocando uma verdadeira revoada de candidatos e lideranças políticas de outros partidos e coligações para o seu palanque. A maioria desses apoiadores tem origem na Frente Popular, do candidato Danilo Cabral.

As adesões acontecem de forma individual ou em bloco, como a ocorrida na semana passada com o grupo político liderado pelo ex-deputado Marcantônio Dourado e pelo deputado estadual Marcantônio Filho. No final da mesma semana, foi a vez dos ex-deputados e ex-prefeitos de Vitória de Santo Antão, José Aglailson e Aglailson Júnior. Em ambos os casos, o principal motivo alegado para o desembarque do palanque da Frente Popular tem sido a falta de diálogo e de atenção por parte do governador Paulo Câmara – aliado de Danilo – e do próprio candidato.

Também filiado ao PSB, o deputado estadual Rogério Leão anunciou apoio a Marília Arraes, que conquistou também a adesão de seis prefeitos, três deles, socialistas: Juarez da Banana (Machados), Hugo da Bahia (Correntes) e Adriana Alves (Frei Miguelinho). Junto com eles, vieram o prefeito petista João Bosco (Granito) e dois do PP – partido que integra a Frente Popular: Marinaldo Rosendo (Timbaúba) e Camila Machado (Sirinhaém). Vale destacar, ainda, o apoio recebido dos ex-prefeitos Flávio Régis (São Vicente Férrer) e Eduardo Coutinho (Água Preta), ambos considerados arraesistas históricos. Duas vereadoras também anunciaram apoio: Aline Mariano (PP), do Recife, e Fany Bernal (PT), de Garanhuns.

De acordo com articuladores políticos da coligação, Marília Arraes conta ainda com outros apoiadores cujos nomes não podem ser revelados, por estarem vinculados a outras coligações. Alguns deles são detentores de mandato e preferem não declarar publicamente sua adesão, para não ficarem expostos ao risco de expulsão das suas atuais siglas. “Mas basta examinar o material de campanha que alguns candidatos vêm distribuindo, para constatar a ausência dos candidatos majoritários das coligações nessas peças publicitárias. Um sinal claro de que eles já não contam com o apoio desses aliados”, sugere, em reserva, um apoiador de Marília Arraes.

A candidata favorita também conquistou apoio de alguns ex-aliados de Raquel Lyra (PSDB) e de Miguel Coelho (UB), mas estes preferem não revelar a migração no momento, também buscando evitar retaliações. Toda essa revoada tem como base as dificuldades enfrentadas pela Frente Popular para fazer a candidatura de Danilo crescer, ou, por outro lado, o desgaste enfrentado pelo PSB após 16 anos no poder, a chamada “fadiga de material”. O voto de Danilo Cabral e da bancada do PSB em peso a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, também é um motivo que pesou para provocar algumas deserções do palanque da Frente Popular.

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