O dia em que um senador matou o outro dentro do Senado

Em dezembro de 1963, uma sessão do Senado Federal terminou de forma trágica quando o senador Arnon de Mello, de Alagoas, disparou uma arma de fogo dentro do plenário. O alvo era o também senador Silvestre Péricles, com quem mantinha uma disputa política acirrada. O disparo, no entanto, atingiu fatalmente o senador José Kairala, do Acre.
 
De acordo com registros históricos, a rivalidade entre Arnon e Silvestre vinha crescendo desde o início dos anos 1960. Ambos trocavam acusações públicas e chegaram a levar armas para o Congresso. No dia do incidente, Arnon alegou ter atirado ao ver o adversário colocar a mão no paletó, temendo ser alvejado primeiro.
O caso teve grande repercussão e gerou debate sobre o porte de armas por parlamentares. Arnon foi julgado e absolvido, com base na tese de legítima defesa presumida. Ele permaneceu no cargo até o final do mandato e faleceu em 1983.
O episódio ficou marcado como um dos mais dramáticos da história política brasileira, lembrando que, até em ambientes de poder, tensões humanas podem gerar consequências irreversíveis.

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