O esquema causou um prejuízo estimado em R$ 117 milhões aos cofres do INSS, com a concessão de 727 benefícios fraudulentos, predominantemente nos municípios de Garanhuns, no Agreste pernambucano e em Itamaracá, no Litoral Norte do estado.
A sentença foi proferida pelo juiz federal Felipe Mota Pimentel de Oliveira, titular da 23ª Vara Federal, em Garanhuns.
De acordo com as investigações, o grupo agiu durante sete anos, entre 2016 e 2023, em três núcleos familiares distintos, todos do município de Águas Belas, com divisão de tarefas e comunicação constante para viabilizar as fraudes. O esquema foi descoberto após um acidente envolvendo um dos “idosos de aluguel”.
Ainda segundo o documento, a sentença considerou agravantes como a corrupção de menores, com destaque para o envolvimento do filho adolescente de dois dos réus. “A conduta de corromper e utilizar o próprio filho como instrumento do crime ultrapassa os limites da reprovabilidade penal comum”, destacou o magistrado.

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