PF investiga fraude de empresa de turismo que deixou de pagar R$ 161 milhões em impostos

A Polícia Federal (PF ) cumpre 23 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em cinco estados na manhã desta terça-feira. Os agentes investigam um esquema de corrupção montado por uma empresa de turismo para cancelar R$ 161 milhões em tributos federais.

De acordo com a polícia, a empresa pagou propina a uma rede de advogados que, por sua vez, atuou junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para cancelar o tributo devido pela empresa à Receita Federal. Pelo serviço, os advogados teriam recebido R$ 39 milhões de propina.

Os investigadores encontraram indícios de que o grupo também movimentou propina no exterior, embora não tenha revelado os valores. Por isso, além de corrupção e organização criminosa, os integrantes do esquema também poderão responder por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Batizada de operação “Checkout”, a ofensiva desta terça-feira é um desdobramento da Operação Descarte, que já teve duas fases: em março e em novembro do ano passado. Nessas investigações anteriores, os policiais apuraram a existência de uma quadrilha que recebia propina por meio de empresas de fachada para cancelar impostos devidos por grandes empresas.

Uma das empresas envolvidas é o Consórcio Soma, que realiza os serviços de coleta de lixo da cidade de São Paulo e teria pagado R$ 100 milhões em propina, segundo a PF. Na época, a empresa informou que “cumpre todas as exigências legais” e que iria colaborar com as investigações.

As irregularidades foram delatadas pela primeira vez por dois colaboradores da Operação Lava-Jato: os doleiros Alberto Yousseff e Leonardo Meirelles.

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