Não bastasse a covardia de promover um novo ataque orçamentário às nossas instituições federais de ensino superior, enquanto a comunidade acadêmica e quase todo o país concentravam suas atenções para o jogo da Seleção contra a Suíça, pela Copa do Mundo, o governo federal reitera, nos estertores desta mal-iluminada era, sua insana estratégia de golpear o Estado brasileiro.
Sob alegação de aplicar a Lei de Responsabilidade Fiscal e controlar investimentos, os gestores do Ministério da Educação retiraram 1 bilhão e 700 milhões de reais do orçamento de um setor estratégico para o desenvolvimento nacional.
Caso algum efeito positivo tenha mais uma punhalada às costas de um país desgovernado, seja o de despertar os ingênuos cidadãos ainda crentes nesta insidiosa horda cujo destino de interromper sua atividade antipatriótica foi decretado na eleição, pelo voto direto, secreto e eletrônico no dia 30 de outubro.
O corte, conforme publicou A TARDE, em reportagem de manchete da edição de ontem, vai afetar as atividades de vigilância, de manutenção, os serviços de aquisição de insumos e material bibliográfico e pode desorganizar a vida dos trabalhadores de empresas terceirizadas, pois há o risco iminente de atraso no pagamento dos valores acordados em contrato.
A danada intentona de desequilibrar o planejamento das reitoras e reitores, na reta final da virada do ano, resume o relacionamento prejudicado pelas incessantes práticas viciosas visando desestabilizar o ensino de nível superior e de pós-graduação, bem como as internacionalmente respeitadas instituições de pesquisa e extensão.
Resistirá a comunidade acadêmica, de braços com as forças progressistas desta nação gigante, a mais uma tacada grosseira e desprovida de qualquer valor moral e cívico.
Por: A Tarde


























