Produtora pornô é multada por permitir sexo sem preservativo entre atores, nos EUA

  • Empresa terá que pagar U$ 78 mil por expor funcionários a condições de trabalho perigosas

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Fundação que luta pela prevenção contra a Aids quer que o uso de preservativo seja obrigatório no set de filmagem Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo
Fundação que luta pela prevenção contra a Aids quer que o uso de preservativo seja obrigatório no set de filmagem Gustavo Stephan / Agência O Globo

A empresa de pornografia Kink.com, de São Francisco, Estados Unidos, foi multada em mais de U$ 78.000 nesta semana, por oferecer condições de trabalho perigosas, como submeter seus atores a cenas de sexo sem o uso de preservativos.

A Cybernet Entertainment, empresa responsável pela Kink.com, argumentou que muitos de seus artistas preferem não usar preservativos e que a multa anunciada nesta sexta-feira é resultado de uma longa campanha liderada por aqueles que se opõem à indústria do cinema adulto.

“A multa é excessiva e acreditamos que possui motivação politica”, disse o fundador da Cybernet, Peter Acworth, em comunicado. “As queixas que motivaram a inspeção não foram feitas por funcionários, mas por grupos de fora com uma longa história de oposição ao filme adulto. Vamos recorrer da decisão.”

Registros do órgão responsável pela Segurança e Saúde no Trabalho da Califórnia atribuiram à Cybernet uma série de violações, após uma inspeção feita em agosto do ano passado. A maior parte da multa – U$ 75 mil – se deve à política da Cybernet de permitir que seus artistas escolham se querem ou não usar preservativos.

O porta-voz do órgão, Melton, disse que houve várias queixas contra Kink.com no ano passado, e descreveu a multa como um valor “significativo”. A inspeção foi motivada por uma queixa formal apresentada contra a Kink.com pela Fundação AIDS Healthcare, um grupo de defesa da saúde de Los Angeles.

Anteriormente, a fundação já havia pressionado com sucesso para que o uso de preservativos fosse obrigatório em sets pornográficos na cidade de Los Angeles e, posteriormente, em todo o Condado de Los Angeles.

A fundação apresentou as queixas depois que um casal de artistas da Kink.com foram diagnosticados como portadores de HIV no ano passado. A empresa, por sua vez, disse que eles haviam contraído a infecção em suas vidas privadas.

Para a AIDS Healthcare, entretanto, pouco importa se os artistas contraíram HIV em conjunto ou em suas vidas privadas, pois a fundação defende que os preservativos sejam usados em qualquer contexto.

Fonte: O Globo

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