O adido militar brasileiro em Washington, general Maurício Vieira Gama, e o representante do Brasil no US Southern Command, general Flávio Moreira Matias, consultaram militares americanos sobre o caso.
Durante as conversas, Gama e Matias ponderaram que problemas pontuais entre governantes dos dois países não deveriam ter o condão de afetar o histórico de cooperação no meio militar.
A possível perda do visto é avaliada por Washington no âmbito de um novo pacote de sanções, que inclui também integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Últimas sanções
Na segunda-feira, 22, o governo dos EUA aplicou uma série de sanções contra autoridades brasileiras. Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e a empresa LEX – Institutos de Estudos Jurídicos, da qual Viviane e os filhos são sócios, foram punidos com base na Lei Magnitsky.
Já o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias teve o visto revogado. Em nota, ele considerou a medida injusta.
Entre os sancionados com a revogação do visto estão ainda:
- José Levi do Amaral, ex-procurador-geral da República e ex-secretário-geral de Moraes no TSE;
- Benedito Gonçalves, ex-juiz eleitoral;
- Airton Vieira, juiz auxiliar e assessor do STF;
- Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral;
- Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, assessor judicial e ex-auxiliar do ministro.
Existe uma expectativa do Palácio do Planalto de uma pausa nas sanções ou até mesmo a retirada de algumas delas, após o aceno feito por Donald Trump a Lula, na Assembleia Geral da ONU, nesta semana.



























