Foto: ilustrativa
Onze brasileiros foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF), por formação de organização criminosa e promoção do Estado Islâmico (EI) no Brasil.
Segundo o MPF, o grupo tentava recrutar jihadistas para se juntar aos terroristas na Síria e planejavam atentados no Brasil.
A denúncia do MPF é resultado da Operação Átila, da Polícia Federal, que investiga, desde novembro de 2016, conversas através de aplicativos de mensagem e redes sociais.
Em uma das conversas, um integrante sugere uma ação terrorista no Rio de Janeiro e outro responde que no carnaval de Salvador “teria mais pessoas”.
Segundo o MPF, a comunidade virtual tinha 43 integrantes e se chamava “Estado do Califado no Brasil”.
Sete suspeitos foram detidos no ano passado e dois continuam presos.
Advogados da Defensoria Pública da União (DPU) negam a existência de um grupo terrorista e considera “frágeis” as provas apontadas pelo MPF.
“Elas [as provas] se limitam a trocas de mensagens de WhatsApp, o que não configura ato concreto de promoção ao terrorismo, conforme exige o tipo penal denunciado, tampouco comprovam qualquer vínculo estável e permanente entre os acusados”, defendem os advogados dos réus.
As informações são do jornal O Estado de São Paulo.



























