Túlio Gadelha está “pisando em rastro de corno”

No Nordeste, a expressão popular “pisar em rastro de corno” é usada para definir quem está dando azar, fazendo papel de bobo ou se metendo em uma situação constrangedora. E é exatamente essa a impressão que o deputado Túlio Gadêlha tem transmitido ao insistir, em suas redes sociais, na tese de que o presidente Lula não teria manifestado de forma espontânea seu apoio ao prefeito João Campos.

A narrativa chama atenção por desconsiderar a trajetória política de Lula. Com mais de quatro décadas de vida pública, o presidente acumulou experiência suficiente para conduzir suas manifestações políticas de acordo com suas próprias avaliações e estratégias. Nesse contexto, sustentar que uma declaração pública de apoio decorreu apenas de influência externa acaba soando, no mínimo, como uma leitura ingênua dos fatos.

Ao insistir nesse discurso, Túlio Gadelha parece reforçar uma narrativa que pouco encontra respaldo na realidade política e acaba se colocando em uma posição desconfortável. No fim das contas, a insistência pode produzir o efeito contrário ao pretendido: em vez de enfraquecer seus adversários, expõe sua própria dificuldade em compreender a dinâmica das decisões políticas e alimenta a percepção de que continua, politicamente, “pisando em rastro de corno”.

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