Acusado de matar tio ficou preso por bater na mãe

Ele chegou a ficar preso por 15 dias após acertar uma cadeira no peito da mãe

Sobrinho é acusado de matar tio
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

“Se ele tivesse ficado preso quando o denuncie, talvez essa tragédia não tivesse acontecido em nossa família”, desabafou a dona de casa Vilma Mendes da Conceição, mãe de Marcelo Santos de Jesus, 26, apontado por ela como o responsável pelo assassinato do tio, o lavador de carros Romilson Nascimento dos Santos, 36. O crime aconteceu após uma briga no Vale do Canela por causa de R$ 5 e uma certa quantidade de cocaína.

Marcelo é o segundo de noves filhos de Vilma. Segundo ela, há cerca de quatro meses, ele discutiu com o pai e bateu nela. “Ele é usuário de droga, só que eu o pai não acobertamos. Quando usava a porcaria, ele fica descontrolado e partiu para cima do pai neste dia, mas não deixei, foi quando ele acertou uma cadeira em mim. Bateu no meu peito”, contou Vilma.

Então, a dona de casa não pensou duas vezes e acionou a Polícia Militar, que conduziu Marcelo para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas. “Ele chegou a ir para o presídio, mas passou apenas 15 dias lá. Não sabemos porque ele foi solto”, disse Vilma.

Em dezembro no ano passado, Marcelo tentou retornar à casa dos pais. “Nós não o quisemos aqui. O expulsamos”, declarou a mãe dele. Foi quando Marcelo foi acolhido pelo tio e passou a dormir na sala. “Eu avisei a ele. Disse que ele estava dando guarita e que algo de pior poderia acontecer por causa disso, que eu e meu marido não íamos nos responsabilizar. Dito e certo”, disse Vilma.
“Como pais, nós não apoiamos o que Marcelo fez. Ele errou e tem que pagar pelos atos”, complementou a mãe.

Passagem
Ainda de acordo com Vilma, Marcelo ficou preso no Paraná, há cerca de dois anos. “Ele ficou sumido por um bom tempo. Rodei várias delegacias, hospitais, dediquei a minha vida para encontrá-lo. Um amigo da gente que soube que ele estava preso lá por roubo. Acionamos a polícia daqui, que confirmou”, contou Vilma.

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