Associação baiana investigada por calote bilionário ampliou parceria com a prefeitura de Feira de Santana

A Unidade de Saúde da Família de Caseb I é uma das unidades de saúde administradas pela ASM em Feira de Santana  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram

Bnews

A Associação Saúde em Movimento (ASM) fez uma publicação em 17 de junho em que noticiou ter ampliado a parceria com a Prefeitura de Feira de Santana com a cessão de mais 40 médicos e 400 profissionais de equipe multidisciplinar para atuar no município. A organização acumula cerca de 1600 ações trabalhistas movidos por funcionários devido a atrasos sistemáticos de salários.

De acordo com investigação que foi noticiada pelo BNEWS, a ASM utilizaria uma espécie de rede de influência composta por organizações menores. Essas entidades de fachada funcionariam como CNPJs “laranjas”, permitindo que o grupo continue participando e vencendo licitações públicas das quais a marca principal da ASM está proibida de disputar por força de bloqueios judiciais.

Estes bloqueios, entretanto, não impediram a organização de ampliar parceria em Feira de Santana. “A ASM inicia um novo capítulo em Feira de Santana, assumindo, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, a gestão de novas unidades e ampliando seu compromisso com uma saúde pública de qualidade”, diz a ASM, em publicação no Instagram.

“Com mais de 40 médicos e mais de 400 profissionais da equipe multidisciplinar, esse projeto reúne pessoas que acreditam no cuidado, na humanização e na transformação da vida de quem mais precisa”, diz outro trecho da postagem da associação.

 

Com sede em Salvador, a organização dirigida por Cláudio Vitti é uma das principais do terceiro setor na gestão hospitalar do país e se encontra sob uma severa crise jurídica e reputacional. A entidade foi acionada por funcionários devido a atrasos sistemáticos no pagamento dos salários.

Enquanto os trabalhadores recorrem à Justiça para cobrar os vencimentos atrasados, o CEO da organização, Cláudio Vitti, é apontado por ostentar um padrão de vida luxuoso e incompatível com seus rendimentos formais.

O BNEWS entrou em contato com a Prefeitura de Feira de Santana, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

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