Não há risco de a Constituição ser afrontada se Temer tiver o mandato interrompido
O governador Paulo Câmara não foi convidado para subscrever a “Carta aos brasileiros” divulgada na última sexta-feira por seis dos seus antecessores, a saber: Roberto Magalhães, Gustavo Krause, Joaquim Francisco, Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho e João Lyra Neto. Na carta, o sexteto defende as investigações que estão sendo feitas pela Operação Lava Jato, apesar dos seus excessos, com punição para corruptos e corruptores, e respeito à Constituição em caso de interrupção do mandato do presidente Michel Temer. Como o PSB, partido do governador, é um dos investigados pela Lava Jato e defensor de eleições diretas se Temer porventura não se sustentar, não teria sentido convidá-lo para ser um dos signatários. Ademais, o objetivo desta “Carta” foi apenas marcar posição, pois nem a Lava Jato está ameaçada nem há risco de a Constituição não ser obedecida na hipótese de o atual presidente ter o mandato interrompido.

























