Integrantes da transição de Lula competem por espaço de olho em projetos eleitorais e pessoais

Enquanto os trabalhos da equipe de transição ainda engatinham e Luiz Inácio Lula da Silva não define quem serão seus ministros, integrantes de grupos temáticos têm travado uma intensa disputa de bastidores por espaço, com quedas de braço veladas por protagonismo.

O pano de fundo é a tentativa de aliados do presidente eleito de se cacifarem para assumir postos-chave na nova gestão. As informações são do O Globo.

A competição não se dá apenas nas áreas com orçamento robusto, mas também em pastas que geram visibilidade e dividendos políticos, como Meio Ambiente, Cidades e Cidadania. O interesse, em alguns casos, é ter uma vitrine que possa alavancá-los para futuras disputas eleitorais.

A movimentação é fomentada pela ausência de Lula. Em viagem ao exterior, o petista passou os últimos dias no Egito, participando da Conferência das Nações Unidas para o Clima, a COP-27, e ontem desembarcou em Portugal, de onde só volta amanhã.

Enquanto isso, aliados no Brasil aguardam sinalizações sobre formação do novo governo. Contribui para o ambiente de incerteza a estratégia do presidente eleito de tentar ampliar sua base aliada no Congresso, chegando a pelo menos 16 partidos.

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