Marcelo Nilo: ‘Brasil não quer ditadura. Muito menos com um ditador maluco’

Ele diz estranhar o silêncio de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

Levi Vasconcelos
Foto: Vinícius Loures/ Câmara dos Deputados
Foto: Vinícius Loures/ Câmara dos Deputados

 

E essa de o presidente Bolsonaro ameaçar agir fora dos limites da Constituição, como foi visto pelo deputado federal Marcelo Nilo (PSB)?

— Ele já é vezeiro em fazer ameaças à Constituição. Essa é mais uma. O Brasil não quer ditadura, muito menos tendo como ditador um maluco.

Pelo que se viu com Donald Trump nos EUA, de quem Bolsonaro é grande amigo e afinado nas ideias, pode acontecer cá algo como lá? Lá, só para lembrar, partidários de Trump, após a derrota nas urnas e em nome de suposta fraude, invadiram o Capitólio, o parlamento de lá. Duas pessoas morreram e quatro policiais que trabalhavam para conter a invasão cometeram suicídio.

— Se isso acontecesse aqui, acho que nossas instituições estariam suficientemente fortes para resistir, como lá.

O pior

Marcelo Nilo diz estranhar o silêncio de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, com a ressalva de que Rodrigo vez ou outra ainda falam uma coisinha. E só.

Ele ressalva que em hipótese alguma isso reflete o clima no Congresso, onde impera a convicção de que Bolsonaro cria um factoide para forjar uma crise que não existe.

— Entre as besteiras que ele já fez, eu pensava que a pior foi tirar a máscara de uma criancinha, mas ainda piorou o conceito, criticou um morto (Bruno Covas).

Em Brasília, só não dá muito Ibope o vídeo de um bolsonarista, início do governo, cantando: ‘Se gritar pegar Centrão…’.

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