Permissionários do Mercado Popular de Juazeiro denunciam perseguição e desprezo por parte da administração comunista
Do Ação Popular (AP)
Depois de muito tempo sumido ganhando um gordo salário, apareceu repentinamente na última terça-feira (04) no abandonado Mercado Popular de Juazeiro o administrador de nome desconhecido pelos próprios permissionários. Segundo os trabalhadores do local, a pessoa postava um documento da Prefeitura Municipal coletando assinaturas sob o argumento de que haveria ordenamento no horário de abrir e fechar do entreposto.

Ainda segundo os permissionários, a pessoa usou de má fé obrigando as pessoas à assinarem o documento sem terem conhecimento do conteúdo sobre a gravidade do problema. Alguns se recusaram por descobrirem que o objetivo da administração comunista da mudança é de fechar as portas do local nos finais de semana e feriados. “Estes são os dias que mais tem movimento e ganhamos um pouco dos lucros para pagar despesas, inclusive para sustentar nossos filhos e netos”, lamentou a senhora Maria de Fátima Fernandes, permissionária no local há 10 anos.

“Ficamos assustados com esta determinação da administração municipal, até porque a informação que obtivemos por parte do administrador (?) foi de que iria apenas adequar os horários, mas na verdade terminamos descobrindo que é fechar nos dias que mais tem movimento, então para nós foi como se fosse uma bomba. Quero lembrar que nem todos assinaram o documento, mesmo assim as que assinaram não leram direito e só vieram descobrir a bomba depois que fizeram a besteira”, detonou a senhora Maria de Fátima.

A permissionária se mostrou desesperada. “Dependemos disto aqui para sobrevivermos. Somos pais e mães de famílias, tenho filhos e netos em casa que são sustentados com o que ganho daqui (…) Neste feriado de 7 de setembro e da Padroeira Nossa Senhora das Grotas serão 3 dias fechados, momento de grande movimento, nós só queremos o direito de trabalhar para sustentar nosso filhos e mais nada. Todos os dias matamos um leão para manter a nossa sobrevivência. O nosso desespero é geral”.

Outro permissionário indignado com a situação é o senhor José Felix de Macedo Gomes. Ele trabalha no local há 16 anos e não sabe o que fazer diante da situação. “Para mim foi uma surpresa esta decisão da administração municipal em fechar o local, isso porque são dias que mais temos movimentos”, lamentou.

Abandonado pela administração municipal, o local sempre sofreu com a falta de segurança. “Antes, um guarda trabalhava durante o dia, de uma hora para a outra foi retirado. Eu mesmo já fiquei com a chave durante dias abrindo e fechando todos os dias assumindo uma responsabilidade que não era minha. Para piorar, no último final de semana foi retirado o guarda que trabalhava a noite, e a informação que o administrador foi de que o Mercado será fechado nos feriados e finais de semana. Para nós isso deve ser perseguição, pois já estamos passando dificuldades, e a única oportunidade de sobrevivência que temos é esta”.

A sujeira da política
“Algo envolvendo a sujeira da política suja deve está por trás disso, porque não pode acontecer este tipo de coisa com dezenas de pais de famílias em plena campanha eleitoral. Agora imaginem o que será de nós depois das eleições. Será que querem que a gente vá se humilhar ao pés de algum candidato para tentar resolver o problema? Acho que não, mas espero que o senhor Mitonho Vargas traga uma solução para todos nós”.

Falta de estrutura e abandono
Há anos o Mercado Popular está ao Deus dará, tomado pelo lixo, rede de esgoto jorrando a céu aberto, fedentina insuportável, casas de prostituição funcionando ao lado, drogados, delinquentes tendo acesso fácil ao teto nos dias de jogos da Juazeirense do deputado Roberto Carlos, banheiros imundos, vizinhos e comerciantes próximos revoltados, e mesmo assim, a prefeitura mesmo sabendo da algazarra não toma providências.

“Temos problemas graves, e quando tem jogo no Estádio Adauto Moraes os vândalos sobem no teto, pois os mesmos já destruíram o telhado. Enquanto isso ninguém toma providências com relação, só espero que este espaço não pegue fogo, porque o prejuízo será maior”, alertou.
Com a palavra a administração municipal.


























