Permissionários do Mercado Popular de Juazeiro denunciam perseguição e desprezo por parte da administração comunista

Do Ação Popular (AP)

Depois de muito tempo sumido ganhando um gordo salário, apareceu repentinamente na última terça-feira (04) no abandonado Mercado Popular de Juazeiro o administrador de nome desconhecido pelos próprios permissionários. Segundo os trabalhadores do local, a pessoa postava um documento da Prefeitura Municipal coletando assinaturas sob o argumento de que haveria ordenamento no horário de abrir e fechar do entreposto.

Mercado Popular de Juazeiro: abandono, sujeira, fedentina e irresponsabilidade por parte de quem não cuida da saúde pública e da segurança das família, e que agora pretende tirar o pão da boca dos que trabalham com dignidade. Isto é Juazeiro com a ‘mudança’

Ainda segundo os permissionários, a pessoa usou de má fé obrigando as pessoas à assinarem o documento sem terem conhecimento do conteúdo sobre a gravidade do problema. Alguns se recusaram por descobrirem que o objetivo da administração comunista da mudança é de fechar as portas do local nos finais de semana e feriados. “Estes são os dias que mais tem movimento e ganhamos um pouco dos lucros para pagar despesas, inclusive para sustentar nossos filhos e netos”, lamentou a senhora  Maria de Fátima Fernandes, permissionária no local há 10 anos.

A permissionária Maria de Fátima tem filhos e netos para criar e não sabe o que fazer para sustentá-los

“Ficamos assustados com esta determinação da administração municipal, até porque a informação que obtivemos por parte do administrador (?)  foi de que iria apenas adequar os horários, mas na verdade terminamos descobrindo que é fechar nos dias que mais tem movimento, então para nós foi como se fosse uma bomba. Quero lembrar que nem todos assinaram o documento, mesmo assim as que assinaram não leram direito e só vieram descobrir a bomba depois que fizeram a besteira”, detonou a senhora Maria de Fátima.

Cenário de desprezo na entrada principal do Mercado Popular de Juazeiro. O local já deveria ter sido interditado há anos pela Vigilância Sanitária, mas como o órgão é administrado pela própria prefeitura, termina ficando refém ou dominado pelo gestor municipal

A permissionária se mostrou desesperada. “Dependemos disto aqui para sobrevivermos. Somos pais e mães de famílias, tenho filhos e netos em casa que são sustentados com o que ganho daqui (…) Neste feriado de 7 de setembro e da Padroeira Nossa Senhora das Grotas serão 3 dias fechados, momento de grande movimento, nós só queremos o direito de trabalhar para sustentar nosso filhos e mais nada. Todos os dias matamos um leão para manter a nossa sobrevivência. O nosso desespero é geral”.

José Felix está desesperado diante da situação na terra administrada por comunistas onde trabalhador é tratado como escravo e desprezo 

Outro permissionário indignado com a situação é o senhor José Felix de Macedo Gomes. Ele trabalha no local há 16 anos e não sabe o que fazer diante da situação. “Para mim foi uma surpresa esta decisão da administração municipal em fechar o local, isso porque são dias que mais temos movimentos”, lamentou.

Imagem deplorável da calçada

Abandonado pela administração municipal, o local sempre sofreu com a falta de segurança. “Antes, um guarda trabalhava durante o dia, de uma hora para a outra foi retirado. Eu mesmo já fiquei com a chave durante dias abrindo e fechando todos os dias assumindo uma responsabilidade que não era minha. Para piorar, no último final de semana foi retirado o guarda que trabalhava a noite, e a informação que o administrador foi de que o Mercado será fechado nos feriados e finais de semana. Para nós isso deve ser perseguição, pois já estamos passando dificuldades, e a única oportunidade de sobrevivência que temos é esta”.

O teto serve de arquibancada para torcedores da Juazeirense em dias de jogos no Adauto Moraes

A sujeira da política

“Algo envolvendo a sujeira da política suja deve está por trás disso, porque não pode acontecer este tipo de coisa com dezenas de pais de famílias em plena campanha eleitoral. Agora imaginem o que será de nós depois das eleições. Será que querem que a gente vá se humilhar ao pés de algum candidato para tentar resolver o problema? Acho que não, mas espero que o senhor Mitonho Vargas traga uma solução para todos nós”.

Pedestres são obrigados a andarem no meio da rua porque a calçada está tomada de lixo. Ainda assim, vizinhos e comerciantes são prejudicados com a fedentina. Já houve inúmeras reclamações, mas a prefeitura não está nem aí para o azar

Falta de estrutura e abandono

Há anos o Mercado Popular está ao Deus dará, tomado pelo lixo, rede de esgoto jorrando a céu aberto, fedentina insuportável, casas de prostituição funcionando ao lado, drogados, delinquentes tendo acesso fácil ao teto nos dias de jogos da Juazeirense  do deputado Roberto Carlos, banheiros imundos, vizinhos e comerciantes próximos revoltados, e mesmo assim, a prefeitura mesmo sabendo da algazarra não toma providências.

Os camelôs se organizam e tentam fazer de tudo para manter o sustento mesmo o município tratando-os com desprezo. O pior que ainda tem político enganador aliado do poder dizendo ser representante da categoria que só procura este povo em época de campanha política para se dar bem as custas dos miseráveis. O pior que ainda tem otário que vota

“Temos problemas graves, e quando tem jogo no Estádio Adauto Moraes  os vândalos sobem no teto, pois os mesmos já destruíram o telhado. Enquanto isso ninguém toma providências com relação, só espero que este espaço não pegue fogo, porque o prejuízo será maior”, alertou.

Com a palavra a administração municipal.

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