Levantamento aponta que presidentes de partidos receberam até R$ 52,5 mil mensais em 2025

Por Redação

Foto: Jonas Pereira/Arquivo/Agência Senado

Plenário do Senado

Levantamento do g1 com base nas prestações de contas apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que dez dos 30 presidentes nacionais de partidos receberam remuneração em 2025, com valores que chegaram a R$ 630,5 mil no ano, o equivalente a R$ 52,5 mil por mês. Ao todo, os pagamentos somaram R$ 2,95 milhões, sendo 96% custeados com recursos do Fundo Partidário, composto majoritariamente por verbas públicas. A informação é do G1.

O maior valor foi destinado ao presidente do PRD, Ovasco Roma Altimari Resende, seguido por José Luiz Penna, do PV. Os pagamentos foram registrados nas prestações de contas como despesas com pessoal ou serviços técnico-profissionais, categorias permitidas pela Lei dos Partidos Políticos para custear atividades permanentes das legendas. Especialistas em Direito Eleitoral destacam que não há um teto legal específico para a remuneração de dirigentes partidários, embora existam limites para os gastos com pessoal em relação aos recursos do Fundo Partidário.

Segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, a remuneração varia conforme as funções exercidas pelos dirigentes, podendo abranger atividades administrativas, jurídicas, contábeis ou de consultoria prestadas ao partido. O presidente do PRD afirmou que recebe pró-labore desde 2008, após deixar outras atividades para se dedicar integralmente à administração da legenda, e disse que atualmente responde pela gestão nacional do partido, da federação com o Solidariedade e por milhares de processos envolvendo a sigla.

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