PSDB desiste de PSD e flerta com Podemos

Opinião

Nem PSD nem tampouco MDB. Temendo virar uma legenda nanica, o PSDB estuda agora uma fusão com o Podemos, partido com viés e ideologia semelhantes. Um sinal nessa direção foi dado com a troca partidária dos senadores Styvenson Valentim (RN) e Oriovisto Guimarães (PR) do Podemos para o PSDB.

A mudança teria como pano de fundo as negociações de fusão entre as duas siglas. Segundo articuladores do Podemos, as desfiliações se deram de forma pacífica, como um aceno aos tucanos, em prol do desejo de uma união. Publicamente, os dois parlamentares têm afirmado manter uma boa relação com o Podemos, onde ambos permaneceram por seis anos.

Acrescentam, ainda, que a desfiliação se deu por um projeto comum em Brasília. Nos bastidores, Oriovisto teria participado das negociações recentes pela fusão. A justificativa para a união é o tamanho similar dos partidos, bem como os planos que não colidem entre si. A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu (SP), tem bom relacionamento com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e daria apoio a uma eventual disputa pela Presidência da República.

Fontes ligadas ao diretório nacional tucano reconhecem o avanço das tratativas com o Podemos, mas dizem que as duas novas filiações são desconexas a elas. Na visão do PSDB, os senadores teriam se somado ao partido em busca de mais destaque na Casa Legislativa. Nos bastidores, além do Podemos, o partido tem conversas com MDB, PSD e Solidariedade.

QUEDA DE BRAÇO  As tratativas com MDB e PSD, contudo, enfrentam entraves com dois tucanos importantes — o presidente nacional, Marconi Perillo, e o deputado federal Aécio Neves (MG), que travam uma queda de braço. A definição deve ocorrer até março. A aproximação com o partido de Gilberto Kassab, que hoje integra a base do governo federal, desagrada a Aécio. A avaliação é de que esta união poderia dificultar seus planos de concorrer ao Senado no próximo ano. Em Minas Gerais, seu Estado de origem, o PSD tem em seu quadro o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Do Blog do Magno Martins

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