Tinha que ser mesmo de Gilmar Mendes o voto decisivo no TSE pelo arquivamento da ação do PSDB que pedia a cassação da chapa Dilma/Temer por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014. Gilmar desempatou a votação com um “voto político”. Ele próprio disse na sessão que às vezes costuma ser rude com os colegas de toga, mas nunca insincero. E foi com a “sinceridade” que o caracteriza que ele salvou o mandato de Michel Temer. “Não se substitui um presidente da República a toda hora, ainda que se queira”, disse o presidente do TSE sobre o fato de o Brasil ter derrubado Dilma há pouco mais de 1 ano. Gilmar não questiona as provas de que houve abuso de poder naquela eleição. Mas não quis, talvez, que o Brasil fosse confundido com uma republiqueta sul-americana em que se tira presidente como se troca de roupa. Não pára de receber críticas por causa disto. Mas entre comprometer a imagem da Justiça Eleitoral ou atirar o Brasil numa grave crise econômica, já a partir do sábado, ficou com a primeira opção.
O ministro Gilmar Mendes, com seu voto político, evitou atirar o Brasil numa grave crise econômica
Polêmico e corajoso
Se quisesse ficar bem com a opinião pública, Gilmar Mendes teria acompanhado o voto do relator, Herman Benjamin, na sessão do TSE que preservou o mandato de Michel Temer, um dos presidentes mais impopulares da história do Brasil. Mas, tão corajoso quanto polêmico, Gilmar mandou às favas o que a mídia já dizia dele antes da votação e a desempatou em favor de Temer.



























